domingo, 12 de maio de 2013

Ser mãe é... - Feliz dia das mães!!

Eu nunca sonhei desesperadamente em ser mãe... Sabia que um dia seria necessário, tinha cobranças da família, amigos, sociedade, mas além de nunca ter pensado ardentemente a esse respeito, pela forma como meus pais me criaram, eu sempre soube que ter um filho, ser responsável por uma vida totalmente vulnerável, é coisa muito séria.
Quando descobri que estava grávida, eu não se sentia pronta ainda a abrir mão dos meus projetos, dos meus sonhos, para investir todas as minhas energias na vida de uma pessoa que passaria a depender totalmente de mim a partir daquele momento, afinal, minha alimentação, escolhas e estilo de vida influenciaria diretamente na vidinha ou na morte dela durante a gestação.
Eu fui aprendendo a abrir mão de mim aos poucos, mas ainda não me sentia mãe. Aquele amor todo que todo mundo diz que sente no momento em que vê o rostinho do filho pela primeira vez, eu não senti. Queria saber coisas práticas, se ela estava saudável, se não tinha aspirado líquido amniótico, se estava respirando, etc...
Viemos para casa e começamos a construir nosso amor, minuto a minuto, com toques, troca de olhares, sentindo o cheirinho uma da outra... Com o tempo o amor sem medidas nasceu. Hoje eu posso dizer de boca cheia que amo minha filha mais do que tudo, sou capaz de tudo por ela e não me vejo mais sem minha Duda. Olho pra trás e não consigo me lembrar de como era a minha vida antes dela. Não que ela tenha dado sentido à minha vida, minha vida tinha sentido, eu era completa, estava feliz e meu casamento. Ela trouxe um colorido diferente, veio pra acrescentar, mas principalmente, pra me ensinar... E como eu tenho aprendido!!
Esse dia das mães foi pra lá de especial!! Foi meu primeiro dia das mães como mãe, e o primeiro dia das mães em que a minha mãe não chorou de tristeza por ter perdido a mãezinha dela há 23 anos. Não tenho direito de pedir mais nada, só posso agradecer a Deus por tudo o que estou vivendo. À vida da minha mãe sim, Duda trouxe sentido!! Não trouxe a mãe dela de volta, mas deu a ela uma segunda chance de viver tudo que ela viveu comigo quando bebê, criança, mas sem todo aquele peso, sem tanta responsabilidade.
Pensando em tudo isso que eu estou vivendo, passei a semana estudando sobre o assunto, e cheguei a algumas conclusões.
Primeiro - Não existe um modelo de mãe perfeito, mas sim, modelos de mães que a gente admira.
Segundo - Eu quero ser a melhor mãe do mundo.
Terceiro - Eu vou errar!

Pensei também que algumas verdades precisam ser ditas. (Lá vou eu! Rsss...)

Pra começo de conversa, assim como em todas as situações da vida, no "momento mãe", cada uma tem a liberdade de escolher que tipo de mãe vai ser. Umas escolhem seu próprio caminho, outras esperam pra ver como as coisas evoluem. Eu esperei.
Como cristã, o que eu posso fazer é buscar na Bíblia exemplos de mães, que me tragam lições de como não errar tanto. Foi nesta busca que eu percebi coisas muito importantes, que inclusive comentei hoje no culto. Em Lucas 10, a partir do verso 38, é narrada a história de Marta e Maria quando receberam Jesus em sua casa. Marta se preocupou em arrumar a mesa, para receber seu convidado, enquanto Maria escolheu ficar aos pés de Jesus se deleitando de seus ensinamentos. Quando Jesus chamou a atenção de Marta, não significa que ela estava errada em se preocupar com os afazeres domésticos, entretanto, para aquela ocasião, ela não havia feito a melhor escolha. Aplico essa passagem à convivência em família. Às vezes nos preocupamos com tantas coisas, ocupamos cada hora do nosso dia com coisas que julgamos importantes, e que muitas vezes tem sido prioridade em nossas vidas. Enquanto isso... Perdemos o sorriso de um filho, a primeira vez que ele fez xixi no peniquinho, o primeiro desenho, a carinha que ele fez quando conseguiu amarrar o cadarço sozinho... Coisas muito simples, que não mudarão nossa vida em nada, mas que com certeza, se perdermos, nunca mais teremos outra oportunidade de vivê-las. Vamos viver e nos dedicar à nossa família hoje!! Haverá um dia em que as pessoas que amamos não estarão mais aqui, e o tempo que passamos juntos será o que determinará a forma como nos lembraremos deles... Com tristeza, se tivermos desperdiçado nosso tempo juntos, ou com alegria por termos aproveitado cada minutinho de nossa convivência.

"Só quem é mãe sabe (...)" - Sempre detestei essa expressão, e agora do lado de cá da expressão, eu digo que de fato não precisa gerar um filho pra sentir amor de verdade.
Tenho tido o exemplo de várias pessoas que não geraram filhos em seus próprios ventres, mas devotam um amor tão grande a alguém, que faria algumas mães passarem por "não-mães" facilmente. O fato de não gerar filhos, não faz de uma mulher menos capaz, ou menos importante do que as demais. Eu gosto de pensar na maternidade como um ministério, fomos escolhidas para ministrar a vida de nossos filhos, mas da mesma forma, quem não recebeu de Deus o ministério da maternidade, foi escolhida para outro ministério com certeza. É preciso sair da amargura, levantar, olhar pra dentro, tentar descobrir que ministério Deus escolheu pra você e vivê-lo intensamente. A Bíblia cita algumas mulheres que tiveram papéis importantíssimos em seu tempo, que promoveram grandes mudanças em sua sociedade, em suas famílias, e cuja história não está diretamente ligada à maternidade (mesmo que possam ter sido mães), como Miriã, Ester, Priscila, Maria Madalena, Maria e Marta.

Há também na Bíblia, mulheres que apesar de terem gerado filhos, foram desprezadas por seus maridos, como Agar, Lia e Penina, entre outras.

Outras mães abrem mão de seus filhos, por amor, assim como Joquebede abriu mão de Moisés (Exodo 2:1-10) e Ana, que entregou Samuel para ser criado por um senhor que talvez não tenha criado seu próprio filho (I Samuel 1:19-28).

E apesar de toda "evolução" em nossa sociedade, ainda vemos olhares reprovação ou pena, quando uma mulher se assume estéril, que não pode ter filhos, ou simplesmente não quis tê-los...

Eu sempre gostei de dizer: "Se eu não puder ter filhos naturalmente, não farei tratamentos, se Deus não me permitiu ser mãe, Ele sabe porque." Sou feliz!!! Mesmo evitando de todas as formas, Deus quis tanto que eu fosse mãe, que mandou minha Duda, linda e perfeitinha, e isso não tem preço!!! É amor que dói na alma.

Ser mãe é... Ser feliz consigo mesma, aceitar que seu filho não é perfeito e vai errar (assim como nós erramos), é ser babona, superproterora, fazer o pequeno ou grande pagar mico diante dos amigos, desejar que ele seja melhor do que você, cobrar e exigir mais dele do que ele imagina que possa (Rsss... é assim que ele vai se superar sempre!!), mas acima de tudo... Ser mãe é receber o presente mais precioso, zelar por ele, sabendo que não pertence a si, mas a Deus, e no momento certo, entregar seu filho amado ao Senhor, afinal... Ser mãe é ser exemplo, é obedecer, e obedecer é mais do que importante, é prova de amor!

domingo, 18 de novembro de 2012

Sou mãe e nada é mais importante do que vida da minha filha, mas... SOU PROTETORA E NADA É MAIS IMPORTANTE DO QUE A VIDA



Há pouco mais de dois anos me fiz uma pergunta que ficou sem resposta... Até hoje!

Em visita a uma amiga que passava uma situação delicada com seu filho surgiu o seguinte diálogo:

EU: - E sua cachorrinha? =)

AMIGA: - Morreu!

EU: - Morreu de que? =(

AMIGA: - Sei lá! Morreu! Eu sou mãe agora, não tem nada mais importante do que o meu filho.

Não me lembro se eu disse mais alguma coisa a respeito, mas me lembro da sensação de angústia que eu senti naquele momento e sinto sempre que me lembro e fico imaginando a agonia por que a cadelinha certamente passou até finalmente morrer, sabe Deus como ou porque...

Isso me levou a pensar... Eu sempre baseei minhas amizades em sentimentos e atitudes mútuas como respeito, admiração, confiança, cumplicidade, entre outras coisas... Eu não cheguei a riscá-la da minha vida, mas não consegui mais vê-la com  os mesmos olhos, e por mais que eu tentasse evitar, eu não a via mais com a mesma admiração, mas tentei com todas as minhas forças não julgar, pois não sabia como reagiria se estivesse no lugar dela.

Como todos sabem, estou grávida da minha tão esperada e comemorada Dudinha!! \o/ Por mais insana que eu pareça, jamais faria algo que colocasse em risco a vidinha  da minha cria, cuja vinda eu não planejei, mas tudo mudou no momento em que eu li REATIVO (POSITIVO). E os sentimentos de mãe foram crescendo e me surpreendendo quanto às minhas próprias atitudes diante dessa nova condição. EU SOU MÃE E NADA É MAIS IMPORTANTE DO QUE A VIDA DA MINHA FILHA.

Hoje, enquanto esperava meu esposo que visitava sua avó na UTI, presenciei o atropelamento de uma cadelinha e nesse momento, e mais uma vez meu instinto de protetora veio à tona, eu NÃO me esqueci que estava grávida, mas eu só conseguia ver aquele serzinho indefeso, gritando por socorro. Não resisti! Fui atrás!

Estávamos em Aracruz/ES, mais de 400KM da nossa casa, cidade em que não conheço ninguém, não sei andar nas ruas, não tinha quem pudesse ajudar... E eu só me dei conta disso quando já estava com ela calminha nos meus braços.

Conseguimos nos informar que havia uma clínica veterinária, e que o veterinário atendia emergência. Fomos até lá, ligamos para ele que chegou em menos de 5 minutos, em pleno domingo ao meio dia. A gente nem se deu conta de que ele poderia estar almoçando ou descansando, ele por outro lado não pensou duas vezes e foi ao nosso encontro.

Ele a examinou, e graças Deus não houve fratura exposta, mas os dedinhos dela haviam sido esmagados. Pagamos pela consulta e ele se prontificou a ficar com a lindezinha, pois como se tratava de uma cadelinha de pequeno porte e de raça, seria fácil encontrar interessados, e ele mesmo ficará com ela até que se cure. Pegamos os contatos e vamos nos comunicar pra saber como está nossa afilhada. <3

Ok! Já falei de três assuntos diferentes, mas que ligação há entre eles?

A ligação entre os três assuntos, é exatamente o quanto algumas pessoas se importam tanto com algo que para outras pessoas, é tão banal.

O que para muitos "É SÓ UM CACHORRO DE RUA" para outros É UMA VIDA. Aquele veterinário poderia ter fechado as portas e voltado para a casa dele quando soube que se tratava de um cão que não tinha dono e que por isso daria mais prejuízo do que lucro, mas ele escolheu ajudar.

Eu poderia ter ignorado os gritos de dor, "afinal eu estou grávida, que se dane o resto, vou cuidar de mim", mas sinceramente??? Eu não conseguiria viver com o peso na consciência por ter me omitido diante de um serzinho precisando de ajuda.

Meu esposo poderia ter me repreendido por estar colocando em risco a vida da filha dele ao ter contato com um cão de procedência desconhecida, e por estar nos metendo em mais um "problema peludo", tendo em vista que já temos nossos 7 filhos peludos que levam boa parte do nosso orçamento mensal.

No final das contas, respondi à minha pergunta: Não importa onde, como ou com quem eu esteja, EU SOU PROTETORA e meus instintos de lutar pela vida sempre falarão mais alto.

Se eu vou dar conta de cuidar perfeitamente de todos os cães e mais um bebê, ainda não sei, talvez eu me atrapalhe um pouco, mas eu NÃO VOU DESISTIR!

Sou mãe e nada é mais importante do que a vida da minha filha, mas... SOU PROTETORA E NADA É MAIS IMPORTANTE DO QUE A VIDA!

Só assim eu sou feliz e agora vou dormir em paz! <3